Pequeno Prólogo interrompe meus pensamentos. Eu estava cansada dessa vida, alias, eu vivia trancada nesse lugar, que todos
acham que é um paraíso! Entre tanto estará esfuziante. Era cansativo, mas cuidar dela era a dádiva. Ela estava viva.

Capitulo 1 Flash back ON
Eu estará abraçando minha mãe, mal sabia que seria pela ultima vez.
- Mãe vamos! - gritava de dentro do Panhard.
- Passe bem meus filhos - minha mãe me soltava e acariciava o rosto de . Em um gesto de ''até
logo'', acenava a mão.

Momentos depois...
- Palácio de Mônaco, quem gostaria?
- Aqui é do Nosocômio. Preciso falar com alguém da Realeza urgentemente.
- Só um instante! - o empregado ficou intimidado.
- Quem se menciona? - Laércio, o empregado, passou o telefone para mim.
- Princesa Estefânia, que prazer dirigir minhas palavras a ti. Pena que são desagradáveis. Sua família está em perigo.
- Perigo?
- Sim, pelo menos parte dela. - ele exclamou está pequena frase, e foi o pouco que me fez estremecer.
- Parte? Perigo? Meu senhor, me desculpe, mas não estou lhe entendendo.
- Seus pais e sua irmã se envolveram em uma acidente ao fazer uma curva, bruscamente perigosa.
- Ah, você só pode estar de brincadeira comigo. Este telefonema é um tipo de trote.- disse já com o
pensamento na hipótese daquele fato ser verdade.
- Sinto muito...
Flash back OFF
Eu havia perdido meus pais. E minha irmã? Ela vegetava. Escutei um gemido, aquele som agora era comum.
- Fala - Suspirei ao chegar a porta de nosso quarto. Ela fazia gestos de...
Na verdade, ela tinha desejo de sair daquela vida, ela queria liberdade. Levei-a até o Jardim.

***
Os olhos de se encheram de lágrimas, como uma filha que se
reencontra com sua mãe depois de muito tempo. Todavia, isso não era pela paisagem ou por sentir o ar fresco...
Mas sim, por ver . Eu, me sentia perversa. Talvez lá no fundo, eu queria ele.
No entanto, meu coração não quisera admitir.
- Ela gosta muito de você. - Garanti essas palavras a enquanto
ele cumprimentava minha irmã.
- Ah, eu gosto dela também. Mas de você Estefânia...
- Trate de travar essa sua boca para falar sobre esse assunto. Você foi feito para a
e ela para você. O que ocorreu naquela época foi uma farsa.
Nós não nos amamos, e meu irmão não estima que eu fique perto de ti.
- Ótima farsa aquela! - debochou - E o domina você, pela forma que falas.
- Enquanto eu tinha pai e mãe fui educada, muito bem educada, e uma das coisas que aprendi com eles, foi me
comportar diante de qualquer situação. - me exaustei - Pois é, fiz ao contrário por conta do meu desespero.
- É pelo amor que você sente por mim, que veio se consolar com meu beijo.
- Chega! - não conseguia me controlar - Aquilo foi apenas...
- Apenas o que em Estefânia? - apertou meus braços - Não ouse dizer sequer mais uma palavra.
- Me solte agora seu infortunado. Foi um erro, um erro!
- Estefânia Marie Grimaldi, o que a senhorita está fazendo ao lado desse homem?! - apareceu.
Capitulo 2 - Ele que colocou suas mãos sobre mim - elevei meu tom de voz
- Proponho que solte ela agora! Caso ferir mais uma vez Estefânia...
- O que o senhor - zombou - vai fazer?
- Não me interrompa, seu patife. Não importune ela apenas mais uma vez sequer! - Após dizer com autenticidade, se retirou.
Minha madrinha, mãe de , ao perceber que estávamos em conflito, e querendo dizer e algo muito importante para mim, ela veio até nós.
- Estefânia! Te achei minha querida. - ela estava jubilosa
- Diga madrinha!
- Você embolsou um convite magnifico.
- Convite?

***
se adentrava no interior do palácio e se encontrou
com Carlos Eduardo (meu padrinho), e provocou-o.
- Seu filho está passando dos limites!
- Ele sempre foi assim... Infame. É normal
- Ele não dá tranquilidade para Estefânia.
- você não acha que favorece proteção demais a sua irmã?
- Ele é uma princesa órfã. Tem que ser bem cuidada! Coisa que o senhor não sabe: cuidar. Ta ai
um exemplo, o seu próprio filho. Um menino sagaz, sem sentimentos e que adorava gozar
das pessoas.
- É verdade mesmo! Eu tive a ousadia de dar liberdade ao meu filho. Soube ensina-lo, fiz minha
parte. Agora? Bom, agora ela já tem idade suficiente para fazer o que bem entende. - Carlos
sentava em uma cadeira almofadada - É como Estefânia, que já cruzou com tanta coisa ruim
nessa vida. Soube superar tudo com responsabilidade. Olha a menina que temos hoje!
- Ela ainda não chegou aos seus dezoito anos.
- Dezoito anos? - Carlos Eduardo debochou de
com uma gargalhada. - Precisa atingir essa idade para ser responsável? Por favor
, por favor... Você acha que vai amarrar as
assas delas as suas até quando? Além disso, você está sabendo da solicitação que chegou até ela?
- Que solicitação é essa?
- Era como eu imaginava. Você governa sua própria irmã, mas não enxerga o que ela tem de melhor!
- Ah! Pelo amor de Deus, o senhor teria a gentileza de calar-se? Importante ou não essa solicitação pra vida de minha irmã, ela não aceitará.
Capitulo 3 - Madrinha, me diga! Que convite é esse? - eu estava inquieta.
- Lembra do seu "site" sobre Tendências(moda)?
- Sim, eu lembro! Mas era um "site" totalmente alienado. - Fiquei indignada! Os looks que desenhava em
folhas amarelas e postava eram inventados por alguém que não entendia nada do assunto.
Esse alguém? Ah, eu mesma. - Estefânia, você foi convidada a fazer parte deu um aprendiz na Christian Dior. Lembra-se de Marc Bohan?
- Lembro madrinha, não tem como esquecer-se de um individuo magnifico no que faz!
- Pois é meu bem, você irá participar de eventos significativos!
***
- Carlos, que convite é esse? - estava aflito.
- Sua irmã te conta! - Carlos deixava o local da discussão. veio atrás de mim.
De longe ele me convocava.
- Estou indo. - Segui até meu irmão deixando com minha madrinha.
- Que tolice é essa em?
- Tolice?
- Sim Estefânia, você é muito jovem para aceitar solicitações. Me explique.
- Fui convidada para ser aprendiz do Christian Dior, de onde vinham os vestido da mamãe e da .
- E você não teve a audácia de aceitar certo? Claro, pois eu não permito.
- O que?